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O observador imaginário...

Uma ideologia para a vida!

em Música por em 09 de ago de 2012 às 15:55

Quem disse que algo está errado? Quem acha que está tudo bem? Alguém precisa de alguma ideologia? Onde ela está? Um novo olhar para a obra do grande poeta e músico brasileiro, Cazuza! Que seja breve, mas que seja intenso!

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o Tempo não para - Cazuza








   
    Cazuza, o eterno menino que não nos deixou uma ideologia para viver, passados pouco mais de 22 anos de sua morte (7 julho de 1990), nos mostra que o tempo não para e que continuamos a assistir a tudo "em cima do muro"! 

    Exagerado? 

    Ele viu  "o futuro repetir o passado", viu "museus com grandes novidades", mas e nós? Vamos realmente sobreviver "sem nenhum arranhão" ?

      O grande poeta e letrista não é só "mais um cara", ele nos deixou uma obra imensa para grande reflexão em sua breve carreira, um dos maiores talentos musicais brasileiros do século passado! Mas Cazuza não deve ter mesmo motivos e nem "data para comemorar",  aquele "seu" mundo não mudou e se hoje não pode mais disparar a sua "metralhadora giratória" e nem "andar de bar em bar", à sua obra está imortalizada! Suas ideias esclarecidas e suas idiossincrasias expostas ao sabor do tempo... O poeta não morreu, nenhum poeta morre! Suas palavras partiram em naus e avançaram pelos oceanos da vida como cartilhas da alma para a reflexão de nossos atos, causas e efeitos; ele estava além de seu tempo! 

      A engrenagem do mundo está envelhecida mas o óleo capital continua a ranger em seu interior, não há nada a se oferecer em seu lugar... Assim se rola a dívida social de um planeta inteiro, assim "morrem de overdose todos os heróis do poeta" e a vida a mil por hora até "a sorte de um amor tranquilo" e "algum trocado para dar garantia"... 
      "O inferno e o céu de todo o dia" é a música que "nunca mais tocou", ah poeta, como nos faz falta a sua sensatez! Vamos acreditar que "é só um vento lá fora"...

      Tão somente.

 

Artigo da autoria de Márcio Costa.
Jogo xadrez desde que nasci, não sou um mestre, mas com paciência vou ganhando os espaços até um objetivo. Se ganho pouco aprendo, se perco terão nestas minha dedicação maior para corrigir os erros pelos caminhos. Empatar? Não penso, não há graça no meio termo. Cada jogo tem a sua história, início, meio e fim. Estou a falar da vida ou do xadrez, das pessoas ou das estatuetas de Caissa? .
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